Enfermeiras do DF fortalecem presença nos espaços de poder
- 7 de jun.
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Atualizado: 30 de jun.

O Setorial de Mulheres do SindEnfermeiro-DF participou do Festival Mulheres em Luta (MEL), realizado entre os dias 29 e 31 de maio, em São Paulo, em uma intensa programação de debates, oficinas e atividades voltadas ao enfrentamento das violências, à participação política das mulheres, à justiça de gênero e raça, à economia do cuidado e à emergência climática.
A presença das enfermeiras do Distrito Federal no encontro fortaleceu a formação política da categoria e ampliou o diálogo sobre desafios que impactam diretamente a vida e o trabalho das mulheres. Ao longo dos três dias de programação, as participantes tiveram acesso a reflexões e experiências sobre temas como violência de gênero, direitos reprodutivos, organização popular, comunicação estratégica, saúde mental, segurança pública e ocupação dos espaços de poder.

“A participação no festival representa uma oportunidade de fortalecer a atuação sindical e ampliar a
compreensão sobre as múltiplas formas de violência enfrentadas pelas mulheres, inclusive no ambiente de trabalho”, afirmou a diretora Lígia Maria.
Já a membra do Setorial, Karine Afonseca, destacou que, além das diversas formas de violência enfrentadas pelas mulheres, a enfermagem também convive com narrativas conservadoras que buscam desvalorizar a profissão. “Esses espaços são importantes para fortalecer a nossa atuação, reafirmar a importância da enfermagem para o SUS e ampliar a participação das enfermeiras nos debates e nas decisões que impactam a categoria e a sociedade”, ressaltou.
A discussão ganha ainda mais relevância para a enfermagem, uma categoria composta majoritariamente por mulheres e que convive diariamente com situações de assédio moral, agressões verbais e violência física nos serviços de saúde. O tema esteve presente em diversos espaços do festival, que reuniu lideranças políticas, pesquisadoras, movimentos sociais e organizações feministas de todo o país para construir estratégias coletivas de enfrentamento às desigualdades.
Entre os destaques da programação estiveram os debates sobre participação das mulheres na política, enfrentamento à violência de gênero, saúde e justiça reprodutiva, combate ao feminicídio, emergência climática e valorização do trabalho das mulheres. O evento também promoveu momentos de articulação entre movimentos sociais e organizações da sociedade civil, fortalecendo redes de apoio e mobilização.

Para a diretora Nayara Jéssica, a experiência reafirma a importância da organização coletiva das mulheres na defesa de direitos, na construção de políticas públicas e na ampliação da participação das enfermeiras nos espaços de decisão e representação política.
Por Camila Piacesi
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