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Sobre nós

Missão

Representar e defender os enfermeiros do Distrito Federal, defendendo seus interesses individuais e coletivos através da União dos profissionais, transformando e melhorando a qualidade de vida da população. Acreditar no futuro é trabalhar pelo presente.

Visão

Valorizar o enfermeiro e a enfermagem, e ser reconhecido pela sociedade e por toda categoria do DF como uma entidade representativa de excelência.

Valores

Ética, Responsabilidade, Profissionalismo, Comprometimento, Honestidade, colaboração, responsabilidade social, Eficiência, Transparência, Geração de recursos próprios, Acessibilidade, Modernidade, Credibilidade, Inovação e celeridade.

História

 A história do Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal se confunde com a própria consolidação dos enfermeiros e das enfermeiras enquanto profissão organizada, consciente de seu papel social e protagonista na defesa do direito à saúde pública e ao Sistema Único de Saúde (SUS). Ao completar 45 anos, a entidade carrega uma trajetória construída na mobilização da categoria, na ação sindical permanente e na defesa cotidiana da saúde pública e dos serviços oferecidos à população. Essa caminhada teve início em 1o de janeiro de 1979, com a criação da Associação Profissional dos Enfermeiros do Distrito Federal.

Em um contexto de profundas desigualdades nas relações de trabalho e de baixa valorização profissional, a associação surge como espaço de organização política, debate e mobilização. Dois anos depois, em 1o de janeiro de 1981, esse processo se fortalece com a fundação do Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal, que se consolida como instrumento essencial de luta sindical e de representação coletiva. Ao longo das décadas seguintes, o sindicato ocupa posição central nas principais conquistas estruturantes da categoria no DF. No ano 2000, a criação da carreira de enfermeiro na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, por meio da Lei no 2.638, representa um marco histórico. Além do reconhecimento formal da carreira, a legislação reduz a carga horária semanal de 30 para 24 horas, um avanço fundamental para a qualidade de vida e para as condições de trabalho dos profissionais.

Em 2007, a jornada de trabalho dos enfermeiros e das enfermeiras da SES-DF foi reduzida para 20 horas semanais. Uma nova grande conquista. A partir de 2016, com a posse de uma nova gestão, encabeçada por Dayse Amarilio, a atuação do sindicato se intensifica e passa a dialogar com agendas mais amplas. Sem romper com sua trajetória histórica, o SindEnfermeiro-DF amplia sua presença política de forma decisiva contra a implementação das Organizações Sociais na saúde pública do DF, denuncia a precarização do trabalho, a privatização dos serviços e os riscos concretos à qualidade da assistência prestada à população.

Enfermeiras e enfermeiros enfrentam a pandemia, resistem aos ataques e transformam reconhecimento em conquistas

Em meio à pandemia do coronavírus e aos ataques do governo Bolsonaro e de parlamentares à classe trabalhadora, enfermeiras e enfermeiros estiveram na linha de frente, para garantir serviços essenciais à população. No centro dessa crise sanitária, enfermeiros e enfermeiras enfrentaram diariamente o medo, o luto e a sobrecarga em seus locais de trabalho. Mesmo diante da falta de condições estruturais, da escassez de medicamentos e da insuficiência de leitos, a categoria permaneceu na linha de frente do cuidado e salvou milhões de vidas.

A pandemia também expôs o clima de hostilidade. Em Brasília, durante um protesto silencioso realizado por enfermeiros na Praça dos Três Poderes — em homenagem às vítimas da COVID-19 e em defesa de melhores condições de trabalho —, os profissionais foram abordados e agredidos verbalmente por apoiadores do então presidente da República, Jair Bolsonaro. Os ataques partiram de grupos que contestavam as medidas de distanciamento social e criticavam as pautas defendidas pelos manifestantes em defesa da vida e do Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, foi a partir desse período, que a luta pela valorização salarial ganhou força e densidade política. Enfermeiros e enfermeiras passam a ocupar, de forma permanente, o centro do debate público e das manchetes do jornalismo nacional, e transformaram o reconhecimento simbólico em reivindicação concreta por direitos, condições dignas de trabalho e justiça salarial.

Ação conjunta em defesa da vida

O SindEnfermeiro-DF integrou uma ampla ação conjunta em defesa da vida e da saúde dos trabalhadores, ao lado da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, do Conselho Regional de Saúde, do Conselho Regional de Enfermagem do DF (Coren-DF), da Associação Brasileira de Enfermagem –seção DF (ABEn-DF), da Comissão de Direito à Saúde da OAB-DF e de outrosconselhos profissionais. A iniciativa atuou na fiscalização de hospitais e unidades de saúde, na denúncia das condições precárias de trabalho, na produção de relatórios técnicos e na cobrança por equipamentos de proteção individual. Essa atuação resulta em inspeções, recomendações formais, ações administrativas e intervenções que contribuíram para a proteção dos profissionais e da população,incluindo a interdição de unidades em condições insalubres.

 

Além disso, o trabalho coletivo derivou na produção de cartilhas de orientação destinadas a enfermeiros, enfermeiras e usuários do sistema de saúde, com informações sobre direitos, segurança no trabalho e atendimento em contexto de pandemia e na distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A iniciativa foi reconhecida nacionalmente pelo Laboratório de Inovação em Enfermagem (Cofen/OPAS-OMS), que premiou experiências de fortalecimento do  SUS durante a pandemia, incluindo a ação interinstitucional desenvolvida no Distrito Federal. Esse ciclo de aparecimento constante na mídia em defesa dos enfermeiros teveum marco importante em 2022, com a eleição da então presidente do sindicato, Dayse Amarilio, para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. A vitória representou a entrada dos enfermeiros e das enfermeiras no espaço institucional de decisão política, e ampliou a capacidade de incidência da categoria sobre as políticas públicas de saúde, trabalho e direitos sociais. É uma conquista coletiva,construída a partir da organização sindical e da mobilização da base..

Filiação à FNE e o Piso Salarial da Enfermagem

No mesmo ano, a entidade filiou-se à Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), tendo por objetivo ampliar a representatividade da categoria em pautas estruturantes, especialmente na luta pelo piso salarial da enfermagem. Essa agenda nacional, construída ao longo de mais de sete anos, foi marcada por intensas negociações com governos, diálogo permanente com parlamentares de diferentes estados e mobilizações constantes nas ruas, nos hospitais e na Esplanada dos Ministérios. Como resultado desse processo de pressão política e articulação no Congresso Nacional, o piso salarial foi aprovado na Câmara dos Deputados em maio de
2022 e no Senado Federal em agosto do mesmo ano, o que culminou na sanção da Lei no 14.434/2022.

 

A conquista histórica, no entanto, enfrentou novos obstáculos com o ajuizamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu temporariamente seus efeitos e recolocaram a categoria em estado permanente de mobilização. É nesse contexto que o SindEnfermeiro-DF protagoniza, ainda em 2022, a maior greve nacional da história da enfermagem. A paralisação de seis dias ocorreu justamente no momento em que o piso salarial estava sob análise no STF. Mesmo após as interpretações dos ministros sobre a aplicação da lei, o sindicato manteve a mobilização e a pressão política como instrumentos centrais de luta, para garantir avanços concretos, como a celebração de acordos e convenções coletivas na rede privada.

 

Como desdobramento desse período marcado por perdas irreparáveis durante a pandemia, o Distrito Federal avança no reconhecimento da responsabilidade do Estado diante da exposição extrema vivida pelos profissionais da saúde. Em 2024, familiares de enfermeiros e enfermeiras que morreram em decorrência da Covid-19 passaram a ter garantido o direito à indenização, resultado de anos de pressão política, mobilização sindical e atuação jurídica. A medida representou um passo importante no reconhecimento da dignidade desses trabalhadores e trabalhadoras, que deram suas vidas no exercício do cuidado, e reafirmou a luta rumo à justiça e à reparação.

O SindEnfermeiro-DF fortalece o SUS, valoriza carreiras e amplia direitos

Nos anos mais recentes, o sindicato lidera grandes mobilizações em defesa do Sistema Único de Saúde, contra a privatização da saúde e pela valorização dos enfermeiros e das enfermeiras. Atos unificados, seminários, campanhas nacionais e a participação ativa em conferências de saúde reafirmam o compromisso histórico da entidade com um sistema público, universal e de qualidade.
Na Atenção Primária à Saúde, o SindEnfermeiro-DF mantém a Reunião Ampliada como espaço permanente de diálogo e organização, que permite acompanhar de perto as condições de trabalho, a sobrecarga das equipes e os desafios enfrentados. A meta é converter a escuta da base em mobilização, formulação de propostas e incidência política, sempre em defesa de uma APS forte e resolutiva.

 

O compromisso com a saúde do trabalhador também se expressa na atuação no Fórum Sindical de Saúde, Trabalho e Direitos Humanos do DF e Região, no qual o sindicato integra a diretoria executiva. Paralelamente, o sindicato investe de forma consistente na formação profissional e política da categoria. Iniciativas como o Curso de Inserção do DIU, promovido pela ABEn-DF em parceria com o SindEnfermeiro-DF e com apoio da BrazilFoundation, qualificaram 180 enfermeiros e enfermeiras da Secretaria de Saúde do DF, distribuídos em seis turmas iniciadas em 2023.

 

Essa iniciativa ampliou a autonomia profissional e contribuiu diretamente para a redução das filas de espera pelo método contraceptivo. Como resultado, enfermeiros e enfermeiras passaram a ocupar o primeiro lugar entre os profissionais que mais realizaram inserções de DIU na rede pública do DF, entre julho de 2022 e julho de 2025. O avanço ampliou o acesso à saúde sexual e reprodutiva, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade, majoritariamente negras e moradoras das periferias.

Regulamentação de Carreiras

A defesa da regulamentação das carreiras constitui um dos eixos centrais da trajetória do SindEnfermeiro-DF. A criação e o fortalecimento de especialidades dentro da carreira de enfermeiro, no âmbito da Secretaria de Saúde, representam um passo decisivo para reconhecer e valorizar o trabalho científico e assistencial desenvolvido pelos profissionais. Entre as prioridades históricas destacam-se as áreas de Família e Comunidade e Obstetrícia, fundamentais para o fortalecimento da Atenção Primária e da política de atenção à saúde da mulher. Essa luta, construída ao longo de anos de mobilização e diálogo institucional, alcança em 2024 um marco concreto. Aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e sancionado como Lei no 7.500/2024, de autoria da deputada distrital Dayse Amarilio (PSB), o texto promove a reestruturação da carreira de enfermeiro da Secretaria de Saúde. A nova legislação permite que servidores efetivos alterem suas especialidades conforme as necessidades do serviço e o interesse do profissional, sem prejuízo à carreira ou ao posicionamento funcional.

Compromisso sindical

Ao longo de sua história, o sindicato reconhece que a luta sindical vai além de salários e jornadas. Ela envolve, necessariamente, a defesa da diversidade, da equidade e da dignidade humana. Por isso, o SindEnfermeiro-DF constrói espaços permanentes de
escuta, formulação e ação, como o Setorial de Mulheres e o Setorial LGBTQIA+, reconhecendo que desigualdades de gênero, raça e orientação sexual atravessam o mundo do trabalho e impactam diretamente a vida da categoria. A luta sindical também se expressa na defesa cotidiana de direitos. Ações judiciais garantem a manutenção de gratificações indevidamente suspensas, como a GAE, insalubridade e a GMOV, além do pagamento de precatórios referentes ao auxílio-alimentação e às gratificações de preceptoria. Na prática, o SindEnfermeiro-DF demonstra que um sindicato forte combina mobilização política com atuação jurídica eficaz, transformando ações em conquistas.

Reconhecimento e Justiça Salarial: a pauta que move os enfermeiros da SES-DF

A luta pela isonomia salarial dos enfermeiros e enfermeiras da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) garantiu uma importante vitória em 2022, com a aprovação do reajuste das tabelas de vencimentos da categoria. O resultado veio logo após o período mais crítico da pandemia de coronavírus e representou o reconhecimento da força de uma categoria que esteve na linha de frente do cuidado à população do Distrito Federal.

 

Os percentuais concedidos variaram de 15 a 19%, de acordo com o nível de progressão de carreiras.Mesmo com o reajuste, a luta por valorização não parou. Em 2024, a entidade sindical liderou um grande ato que levou mais de mil enfermeiros e enfermeiras às ruas, para reivindicar justiça salarial, nomeações e melhores condições de trabalho. Desde então, a mobilização em torno da isonomia salarial segue firme. Já foram realizados cerca de cinco grandes atos e assembleias, para fortalecer a organização da categoria e ampliar a pressão por reconhecimento e valorização.

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