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1º de maio: Ato faz homenagem a enfermeiros e reivindica aprovação do PL 2564

  • 1 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura

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E na manhã de hoje, 1º de maio de 2021, o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF) e o Conselho de Saúde do DF (CSDF), com apoio do Conselho Regional de Enfermagem do DF (COREN-DF) e da Associação Brasileira de Enfermagem do DF (ABEn-DF), realizaram novo ato na Praça dos Três Poderes com o mesmo objetivo: homenagear os trabalhadores de uma categoria que se tornou indispensável no combate à pandemia do coronavírus.

Mas, diferente do ano anterior, a mobilização não teve como lema o luto, e sim a luta pela aprovação do Projeto de Lei 2564/2020, que estabelece o Piso Salarial e a jornada semanal de 30 horas para os enfermeiros de todo o Brasil.

Com início às 8 horas, os presentes no ato carregaram cruzes e pintaram as mãos, levando ainda mensagens com referências aos trabalhadores que perderam suas vidas no combate à pandemia e pedidos pela aprovação do PL 2564.

Não somos heróis

A presidente do SindEnfermeiro, Dayse Amarílio, que participou do ato, ressaltou que o sentimento de perda pelos colegas de trabalho ainda é muito presente, mas que no momento a Enfermagem precisa se levantar e se mobilizar em prol das pautas de seu interesse.

“Esse tipo de ação precisa entrar na consciência das pessoas, pois nós precisamos de representação política para fazer com que os projetos que defendem a Enfermagem, e consequentemente a assistência da população, tenham andamento. Nós brigamos pelo piso salarial e pelas 30 horas da Enfermagem desde a regulamentação da profissão (em 1986), mas principalmente, queremos dignidade”, completou.

Melhores condições de vida

A representante da Liga Nacional de Enfermagem Forense (LINEF), enfermeira Marília Perdigão, falou sobre a importância do ato no sentido de alimentar a luta da categoria pelo piso salarial e as 30 horas – ressaltando a importância de poder garantir condições dignas de sobrevivência para as famílias dos enfermeiros.

“Nós viemos representar o LINEF nessa causa, para que a gente representasse a luta pelos nossos direitos e o pedido pela aprovação do piso. Precisamos de dignidade, e as nossas famílias precisam de condições dignas para sobreviver”, afirmou.

400 mil mortos. A culpa é de quem?

A enfermeira Lígia Maria, que também esteve presente no ato, relembrou a importância de realizar o ato em homenagem aos enfermeiros, e questionou a falta de ação dos governos federal e distrital em relação ao enfrentamento da pandemia ao relembrar as 400 mil mortes atingidas nesta semana – além da relutância em oferecer melhores condições aos profissionais de saúde.

“Na semana do 1º de maio, o Brasil chegou aos 400 mil mortos – que passaram diretamente pelas mãos da Enfermagem. E essas vidas infelizmente não puderam ser salvas, graças à negligência do Governo Federal, a sobrecarga do sistema sanitário e a falta de vacinas por conta da inação dos governos Bolsonaro e Ibaneis”, afirmou.

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